ACORDO ORTOGRAFICO

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15/07/2019

765 - Braga



Bracara Augusta

“Oh! Bela cidade romana.
Oh! Bela cidade imperial.
Braga, cidade profana,
Domus do amor ideal.

Oh! Belas virgens vestais.
Oh! Bela urbe religiosa.
Cidade de amores tais,
Que justiça só em prosa.

Oh! Bela cidade Bracara.
Oh! Bela cidade Augusta.
Cidade que apenas pára,
Se a luta não é justa.

Oh! Cidade sem rio grande.
Oh! Cidade sem Mar.
Não quem há na cidade quem mande
Como a magia do velho altar.

Oh! Bela cidade clerical.
Oh! Bela verde fonte.
Tudo desde a sé Catedral,
Ao bom Jesus do monte.

Oh! Bela minhota.
Oh! Bela cidade calma.
De noite pura e marota,
De dia viva e com alma.
Oh! Bela cidade de vida.

Oh! Memória de estudante.
Apesar da partida,
Braga, serás minha amante!”

Setembro 2001
DavidAlmeida

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NOTA - O QUE VER EM BRAGA 

 

12/07/2019

764 - Coimbra




Coimbra, velha cidade
De ruas medievais;
Do Penedo da Saudade
Onde tantos imortais
Poetas e trovadores,
Tiveram os seus amores
Nos tempos da mocidade… 
 Coimbra dos estudantes
E das tricanas bonitas,
Das noites inebriantes
Da tua Queima das Fitas…

Coimbra, cidade linda,
Foste sempre e és ainda
A cidade capital
Do amor em Portugal!

Tens na Fonte dos Amores
O amor simbolizado
Por D. Pedro e D. Inês
Num romance consagrado.

Rio Mondego, o Choupal,
O teu Jardim da Sereia
E a Escada Monumental
Junto à Universidade…
Fazem de ti, sem igual,
A mais bonita cidade!
Deste nosso Portugal!...

Coimbra de tradições,
Cidade-mãe de doutores
E da velha Universidade;
Fazes vibrar corações
Por tantas recordações,
Numa palavra…és saudade!


Fernando Reis Costa


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NOTA - O QUE VER EM COIMBRA 

 

11/07/2019

763 - Lisboa


Lisboa

Digo: "Lisboa"
Quando atravesso - vinda do sul - o rio
E a cidade a que chego abre-se como se do meu nome nascesse
Abre-se e ergue-se em sua extensão nocturna
Em seu longo luzir de azul e rio
Em seu corpo amontoado de colinas -
Vejo-a melhor porque a digo
Tudo se mostra melhor porque digo
Tudo mostra melhor o seu estar e a sua carência
Porque digo
Lisboa com seu nome de ser e de não-ser
Com seus meandros de espanto insónia e lata
E seu secreto rebrilhar de coisa de teatro
Seu conivente sorrir de intriga e máscara
Enquanto o largo mar a Ocidente se dilata
Lisboa oscilando como uma grande barca
Lisboa cruelmente construída ao longo da sua própria ausência
Digo o nome da cidade - Digo para ver.

Sophia de Mello Breyner Andresen (1977),
in Obra Poética, 2011

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NOTA - O QUE VER EM LISBOA 

 


762 - Porto



Uma alma de muralha

«Toda a cidade, com as agulhas dos templos, as torres cinzentas, os pátios e os muros em que se cavam escadas, varandas com os seus restos de tapetes de quarto dependurados e o estripado dos seus interiores ao sol fresco, tem toda ela uma forma, uma alma de muralha.»

Agustina Bessa Luís
 *****
Nasci no Porto, a cidade e seus arredores
As praias próximas, descendo para sul
Permanecem para mim a pátria dentro da pátria,
A terra materna,
O lugar primordial que me funda...
Porque nasci no Porto sei o nome
Das flores e das árvores
E não escapo a um certo bairrismo.
Mas escapei ao provincianismo da capital.

Sophia de Mello Breyner Andresen

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NOTA - O QUE VER NO PORTO 

 

28/06/2019

Manel Mau Tempo

o afilhado mailindo quinté








O mê afilhado mailindo tem um sonho
Um rebanho de meia dúzia de seis
uma moçoila de esquerda
e uma penca de filhos







Nã pede muito, acho eu
mas o sonho tarda em se realizar
até já ando pensando em fazer um crowdfunding
a modes de lhe arranjar um poisio e um rebanho
do resto que cuide ele
que pa madrinha isto já estaria de bom tamanho