01/10/2026
14/03/2026
Zulu - 14 de Março
Parabéns,
miúdo…
Eu sei…
não gostas…
Mas o que não tem remédio
remediado está…
Ok… o
brilho não é o mesmo
a pele amadureceu
a ruguita apareceu
e o cabelo…
fez estágio no estrangeiro
e nunca mais voltou…
Vê pelo lado positivo
mais um que adicionas
mais um que venceste
mais um nível desbloqueado
nesta aventura chamada
“já não tens vinte… há algum tempo”
É
certo…
Aos vinte
havia aquela ousadia juvenil
a gravata molhada era troféu de guerra
Agora…
a confiança mantém-se
mas a trajectória ganhou independência
e o sapato, por vezes… sofre danos colaterais
Aos
vinte
um olhar atravessado, fixo e baixo
era conquista certa
ou caminho para isso
agora…
com as pálpebras a cair de forma natural
o olhar continua… diferente
mas não menos teu
um toque de experiência
um saber que se adquire vivendo
um sorriso que fala por si
mas se não tiveres guito…
contenta-te com as da tua idade
Se te
rias antes
ri agora também
Só que agora…
antes de qualquer demonstração de heroísmo
aquecer os joelhos
é obrigatório
Nem
tudo é mau, acredita…
Para a
dor no joelho?
Fisiocreme
Para a dor nas costas?
As mãos milagrosas da fisio
Para as brancas?
Uma agenda resolve
Porque agora não é esquecimento…
é gestão selectiva de memória
Mas no
meio disto tudo…
continuas
tu
Com o mesmo riso
o mesmo modo cru de te expressares
e a mesma mania de achar…
que aos vinte é que era bom
E
lembra-te…
não
estás a ficar velho
estás a tornar-te clássico
E clássico…
não desvaloriza
valoriza
Só que… dá mais manutenção
Vá lá…
Levanta o copo…
antes que te esqueças onde o puseste 🥂
…São só
65…
O que é isso…
comparado com o tamanho do raio da Terra?
Ahahahaha
Feliz aniversário, miúdo!
21/10/2025
890 - Essência
18/09/2025
889 - Dama de Pedra
13/08/2025
15/03/2025
11/04/2024
10/04/2024
09/04/2024
08/04/2024
06/04/2024
05/04/2024
880 - Se eu pudesse
Ah, se eu pudesse
voltar atrás no tempo
sorveria cada instante do espanto
dos momentos
que foram hinos de encanto
tão de leve vividos
tão breves de sentimento
que não via o encantamento
que hoje me afaga os sentidos
28/03/2024
19/03/2024
18/03/2024
877 - AMARANTE (Jazente)
É Bem Feliz
É bem feliz por certo, o que somente
Ao rústico lavor acostumado
Conduzir sabe os bois, reger o arado,
E dar à terra a provida semente.
A arte de a lavrar sempre inocente
Estuda só, e ignora afortunado
As novas leis, as máximas de Estado,
E os documentos de enganar a gente.
Projectos vãos não forma, e sempre isento
Da soberba ambição, nunca a Lisboa
Foi dobrar o joelho ao valimento.
Cabana humilde, onde nasceu, povoa;
E seguro no próprio abatimento,
Só tem medo do Céu, quando trovoa.
Abade de Jazente, in 'Antologia Poética
16/03/2024
876 - Do Jazz
15/03/2024
01/03/2024
23/02/2024
20/02/2024
872 - Eternas
Eternas, serão as marcas que nele deixamos
Boas ou más, elas contarão a nossa história
24/11/2023
20/11/2023
870 - Àfrica 18
Mumuilas
com os seus seios ao relento
sabor do doce vento
representa a província da Huíla
desafiam as circunstâncias
trilham os caminhos da vida
cultivando, criando gados
extraindo dos animais o leite, óleo
para o seu sustento
nos braços ou nas pernas
representam a sua principal riqueza
o numero de gados que possui
cabelos cobertos ou trançados
acrescentam a sua beleza
transporta na pele a sua cultura
identifica o sul de Angola, a Huíla
__________________________________
Por:Lopapo Poeta
09/11/2023
27/10/2023
26/10/2023
867 - Não fora o mar
Autor_Fernanda de Castro
25/10/2023
24/10/2023
27/06/2022
19/05/2022
01/05/2022
29/04/2022
24/04/2022
02/04/2022
18/03/2022
18/02/2022
863 - Café
Não havendo cheirinho a torrada
Há sempre um cheirinho a música
Moendo Café - Poly e seu conjunto (1961)
ou
a versão cantada
É como quiserem, preto, com ou sem açucar, musicado, cantado ou em silêncio
Um café é...UM CAFÈ
17/02/2022
30/12/2021
16/11/2021
26/10/2021
21/09/2021
859 - Do desassossego
Florbela Espanca
03/09/2021
23/07/2021
858 - Àfrica minha
Quadras da minha solidão - Alda Lara
aquecer meu corpo outrora...
Como é breve o sol daqui!
E como é longa esta hora...
quem parte certo e feliz.
Só eu fico. E sonho ir,
rumo ao sol do meu país...
suspiram por outro céu.
Mas ai delas! tão doentes,
não podem voar mais eu...
tudo quanto sei de cor...
Chamem-lhe nomes sem fim,
por todos responde a dor.
se nada tenho a sofrer?...
Saudade?...Amor?...Sei lá bem!
É qualquer coisa a morrer...
sinto chegar outro Outono...
passam as horas esguias,
levando o meu abandono...













