15/05/2016

Véus de mármore


“A virgem velada”. Notem o efeito de transparência, do artista italiano do século XIX Giovanni Strazza.



Pense no grau épico de dificuldade de modelar um véu sobre um rosto num material que está entre os mais duros do planeta, o mármore ( mineral de dureza 3 – escala de Friedrich Mohs).
Outro problema é que o mármore não tem adição. É uma escultura 100 % feita por subtração. É por isso que se diz que para esculpir uma figura, pega-se no bloco e “simplesmente tira-se tudo o que não é a figura dele”.


 
Existem grandes esculturas que criaram belíssimos véus de mármore.


 



 
Pensa no nível de dificuldade de esculpir isto sem se quebrar.


Este é um monumento ao pai do príncipe Raimondo, Antonio de Sangro (1.685-1757)
O nome italiano do monumento Disinganno é muitas vezes traduzido como “decepção”, mas não no sentido convencional disso, e em eslavo eclesiástico – “A liberdade do feitiço”.
”A liberdade do feitiço” (depois de 1757) de Franschesko Kvirolo é a mais famosa das suas obras, pela habilidade em fazer esta rede.
Toda feita numa única peça de mármore e pedra-pomes, Kvirolo foi o único mestre napolitano que aceitou o desafio. Outros grandes escultores amarelaram, acreditando que a rede se iria quebrar em pedaços.
Escultores fantásticos dominam há séculos a arte do recorte preciso da pedra. 
Repare nesta textura de pele, de Lorenzo Berdini, que retrata o sequestro de Perséfone e também na pressão dos dedos na pele.
 




Tinha só 23 anos de idade quando a fez, em 1621. Repare no detalhe.



Recebi da: Elizângela Meireles e gostei

3 comentários: