Outros caminhos da noname

Outros caminhos da noname

02/12/2016

623 - Em Dezembro doem mais


Em Dezembro doem mais
Doem as palavras que já não ouço
Doem os sorrisos que já não vejo
Doem os colos que já não tenho
Doem os dias que gritam ausências
nn


6 comentários:

  1. É do frio Non. Tudo dói mais quando está frio :) Beijinho

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  2. Se calhar tens razão GM, porque por vezes gela-se-me a alma :=)

    Beijinho em TU

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  3. Quatro versos que senti como se meus fossem, Noname.
    Longe, muito longe, vai o tempo em que no Natal havia risos de crianças, presentes para desembrulhar e gritos de alegria, ao ver que era aquilo que eles tinham pedido ao Pai Natal, e antes, ao Menino Jesus.
    Todas as minhas crianças cresceram, foi-se o encanto...
    Em Dezembro tudo me dói mais, sim.
    Estou ansiosa que Dezembro passe. Jazem, no sótão, os enfeites alusivos a esta quadra. Uma vez mais lá vão ficar. Já não me move o ânimo que me fazia andar escada abaixo, escada acima.
    Quando o meu neto, a cada segunda-feira, por esta altura, assomava à porta da sala, pela manhã, e via os novos enfeites que eu lá colocava, durante o fim de semana em que ele ficava com os pais, havia risos, espantos, música natalícia que um bonequinho entoava ao rodopiar, um Pai Natal a subir pela chaminé...

    Tudo se evaporou...é que o menino vai completar dezassete anos do próximo dia 08 de Dezembro...e já não acredita no pai Natal, nem ele nem eu...

    Beijinhos e que voltem as palavras sem dor, querida NN. :)

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    1. O mundo pula e avança Janita, parece que é a lei da coisa :-)

      Beijinho em TU

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  4. Pois é verdade
    O pior é que está quase no fim
    Depois, fica-se só com a saudade
    Ou non?

    Gostei disto.

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    1. Doem-me as ausências, não as saudades, pois só guardo delas, as coisas boas, a que valeram a pena.

      Mais oui!

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